terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ainda não passei por todas as situações, não posso te entender.
Me mate se for o caso, me mate se não eu puder saber.
Mas saiba que não é minha culpa, sou muito velha, já não posso compreender.
Não opine sobre algo que não saiba,
Cale sua boca e deixe a religião te conduzir, como um cordeiro que segue um pastor.
Aprenda que nada é como parece ser.

Mas Jesus não é meu pastor,
Já não preciso de um desses pra aprender
Nada é como parece ser, e eu só não posso te entender.

há tempos, escrito.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Seus olhos alcançavam pouca parte do céu – perto do infinito que o mesmo é. Enxergava somente poucas flores, os animais e as poucas pessoas que por ali passavam sem deixar, ao menos, um pedaço de carvão, uma chama acessa. E assim viveu por dez anos. Quando era criança, ainda brilhava quando havia festas, de uns cinco anos pra cá o fogo só é conhecido nas palavras. E por isso cansou. Não quer ficar lá parada observando o que nunca poderá tocar, ser. Por isso levantou, fazendo um barulho inexplicável acordando todos ao seu redor que assustados e curiosos levantaram mesmo no meio da noite, de pijamas e pantufas para vê-la superar seus medos, seu passado, seu verdadeiro ‘eu’.
Com os cachorros latindo, os gatos se escondendo e os humanos olhando, a tal chaminé foi até o quarto ao lado pegando tudo o que precisava, feito isso foi à cozinha. Voltando a sua origem, ligou seu próprio fogo e com uma lágrima no rosto, sorriu.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

vontade de escrever algo
mas não algo como algo
algo mais, assim, não mim.